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19 - Paulinho

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19 - O BRASIL IMPERIAL
01. “Havendo Eu convocado, como tinha direito de convocar a Assembleia Geral Constituinte e Legislativa, por decreto de 3 de junho do ano próximo passado, a fim de salvar o Brasil dos perigos que lhe estavam iminentes, e havendo a dia Assembleia perjurado ao tão solene juramento que prestou à Nação de defender a integridade do Império, sua independência e a minha dinastia: Hei por bem, dissolver a mesma Assembleia... “ O texto acima faz parte do Decreto Imperial, baixado por D. Pedro I, dissolvendo a Assembleia Geral Constituinte e Legislativa no dia 12 de novembro de 1823. Os fatores abaixo contribuíram para a decisão imperial, EXCETO:
a) a adoção de medidas liberais avançadas pela Assembleia Constituinte, prejudicando os interesses dos grupos conservadores que apoiavam o Imperador.
b) a aprovação de uma lei que isentava os atos da Constituinte de sanção imperial, provocando o descontentamento de D. Pedro I.
c) a decisão da Assembleia de repreender o monarca pela concessão que ele fizera de títulos de nobreza ao seu livre arbítrio.
d) a obtenção, por parte de D. Pedro I, do direito de veto e de dissolução da Câmara através de acordos promovidos por José Bonifácio e pela Mesa Diretora da Assembleia Constituinte.
e) as críticas e ataques dos deputados exaltados aos portugueses, muitos dos quais ocupavam cargos de projeção no governo.

02. “A política brasileira tem a perturbá-la, intimamente, secretamente, desde os dias mais longínquos da Independência, o sentimento de que o povo é uma espécie de vulcão adormecido. Todo perigo está em despertá-lo. Nossa política nunca aprendeu a pensar normalmente o povo, a aceitar a expressão da vontade popular como base da vida representativa “.
(Raimundo Faoro, Os Donos do Poder) Considerando o processo de emancipação e a organização do Estado brasileiro durante o I Reinado, a afirmação contida no trecho acima refere-se ao fato de que:
a) os grandes problemas da política brasileira, depois da Independência, foram a negação do direito de voto aos analfabetos e o desrespeito contumaz aos resultados das urnas.
b) a participação popular na política nacional foi restringida por mecanismos institucionais, como o regime eleitoral indireto e censitário, e pela repressão do governo.
c) a tranquilidade política dos primeiros anos do Império deveu-se, principalmente, à total ausência do povo da política nacional o que resultou, no entanto, na formação de um regime elitista e autoritário.
d) o país vivia uma permanente tensão entre uma Monarquia discricionária e os interesses populares, que não resultou em movimentos revolucionários devido à falta de lideranças interessadas em organizar o povo.
e) os partidos políticos então dominantes eram conservadores e temiam a participação popular, não admitindo por isso a existência de um regime constitucional e representativo.

03. Eram características da Carta Outorgada de 1824:
a) o sufrágio universal e a religião católica oficial.
b) o sufrágio censitário e a indissolubilidade da Câmara dos Deputados.
c) a autonomia provincial e o Conselho de Estado.
d) o Poder Moderador e o Senado Vitalício.
e) o sufrágio censitário e a autonomia provincial.

04. A introdução do Poder Moderador, inspirado em filósofos políticos franceses, na Constituição de 1824, que regeu o destino do Império, significou, na verdade, uma:
a) diminuição do poder central, que, assim, dava algumas de suas atribuições ao Legislativo.
b) inovação na vida política brasileira, pois tornava os diversos poderes independentes e autônomos.
c) limitação ao Poder Judiciário, que deixava de ser o árbitro nas questões constitucionais.
d) centralização do poder monárquico, ao qual ficavam subordinados os demais poderes.
e) hipertrofia do Executivo, que passou a influenciar decisivamente na Monarquia.

05. O sistema eleitoral adotado no Império Brasileiro estabelecia o voto censitário. Esta afirmação significa que:
a) o sufrágio era indireto no que se referia às eleições gerais.
b) para ser eleitor era necessário possuir uma determinada renda anual.
c) as eleições efetuadas em dois turnos sucessivos.
d) o voto não era extensivo aos analfabetos e às mulheres.
e) por ocasião das eleições, realizava-se o recenseamento geral da população.

06. Foi contra sua majestade l contra a ordem tudo que é nobre l Republicano, ele não quis l obedecer ordens da Corte / Separatista, pretendeu dar / o norte a gente do norte l Padre existe é para rezar l pela alma, mas não contra a fome. (Melo Neto, João Cabral de. Auto do Frade. Rio de Janeiro. Nova Fronteira, 1984 p. 32.)
Esses versos referem-se a Frei Joaquim do Amor Divino Caneca, que participou da Confederação do Equador, em 1824. A partir deles é correto afirmar que: (A)
a) a Confederação do Equador contou com a adesão dos elementos do clero e com o repúdio da Igreja.
b) as ideias liberais e a influência da Revolução Francesa serviram de referência para os revoltosos.
c) as propostas políticas do movimento incluíam a abolição da escravidão.
d) diferentes setores da sociedade pretendiam instalar um governo revolucionário provisório no norte do Brasil.
e) o apoio da maçonaria foi decisivo para a eclosão do levante separatista.

07. Os governos regenciais no Brasil (1831-1840) se caracterizam por:
a) buscar a afirmação do poder político central para satisfazer os exaltados;
b) fortalecer o poder político do Imperador, ao promover o Golpe da Maioridade;
c) promover a descentralização, o que gerou diversas revoltas regionais;
d) satisfazer o desejo dos moderados, que buscavam a restauração da monarquia.

08. A revisão e interpretação das leis descentralizadoras (Código do Processo Criminal e Ato Adicional), propostas no Governo Araújo Lima (1837-1840), têm por finalidade:
a) conter o avanço das camadas populares na busca do poder;
b) garantir a hegemonia da classe senhorial no poder;
c) impedir o fortalecimento da instituição militar;
d) manter intocada a organização político-partidária do império;
e) reforça a ação política do Clube de Maioridade.

09. O Império Brasileiro presenciou, nos anos 30, a emergência de movimentos revolucionários. Todas as alternativas apresentam movimentos deste período, EXCETO:
a) a Balaiada, no Maranhão, que se caracterizou por sucessivas e ininterruptas rebeliões da população sertaneja escrava;
b) a Cabanagem, na Província do Pará, que foi uma das lutas mais violentas do período regencial;
c) a Farroupilha, no Rio Grande do Sul, marcada pelas aspirações do patriciado urbano e rural da região;
d) a Praieira, em Pernambuco, que teve como objetivo o fortalecimento da monarquia;
e) a Sabinada, na Bahia, caracterizada pelo antilusitanismo da camada social média.

10. Em 1838 foi proclamada a República de Piratini. Abaixo foi transcrita parte do manifesto em que o governo da nova república expunha os motivos do movimento.
“Uma administração sábia e paternal nos teria indenizado de sacrifícios tais e de tão pesadas cargas pela abolição de alguns impostos e direitos; o Governo Imperial pelo contrário esmagou a nossa principal indústria, vexando-se ainda mais. A carne, o couro, o sebo, a graxa, além de pagarem nas alfândegas do país o duplo do dizimo de que se propuseram aliviar-nos, exigiam mais de quinze por cento em qualquer dos portos do Império. Imprudentes Legisladores nos puseram, desde esse movimento, na linha dos povos estrangeiros, desnacionalizaram a nossa província e de fato a separaram da Comunhão Brasileira. Repetidas Representações de nossa parte sobre esse assunto foram constantemente desprezadas pelo Governo Imperial.”
A leitura da exposição acima permite concluir:
a) a elevação do preço dos escravos, devido às medidas oficiais adotadas no sentido de extinguir o tráfico negreiro, comprometeu diretamente a lucratividade dos estancieiros;
b) os estímulos que o governo central oferecia à imigração europeia ameaçavam os interesses dos grandes proprietários do sul, que alegavam a desnacionalização da região;
c) a concorrência dos produtos platinos no mercado internacional mergulhou as províncias do sul em um violento processo de decadência e regressão econômica;
d) o movimento caracterizou-se pela ampla participação das massas populares em oposição aos interesses da elite agrária, resultado do nível geral de empobrecimento da população;
e) o principal ponto de desavença entre os grupos dominantes sulinos e as autoridades imperiais residia na questão dos impostos cobrados sobre o charque.

11. A vida política brasileira, a partir de 1847, adquiriu uma nova feição, ao ser criado o cargo de Presidente do Conselho de Ministros, o que representou a:
a) criação de um poder moderador;
b) revogação do Ato Adicional;
c) institucionalização do parlamentarismo;
d) dissolução do Conselho de Estado;
e) organização de gabinete de conciliação.

12. Com relação ao Brasil Imperial pode-se afirmar que a organização política do Segundo Reinado é percebida essencialmente como produto do triunfo da sociedade agrária sobre as forças que a teriam combatido durante o Primeiro Reinado, a Regência e a primeira fase do Segundo Reinado. A organização política do Segundo Reinado apoiou-se:
a) na hegemonia do Partido Liberal nos gabinetes ministeriais até 1870;
b) no centralismo autoritário substitutivo de uma prática localista mais liberal;
c) no alijamento dos conservadores do poder após 1831;
d) no êxito das revoltas populares do período regencial;
e) no fortalecimento do autonomismo da sociedade agrária.

13. Os atritos da Inglaterra com o Brasil no século passado entre eles a célebre questão Christie, foram na verdade reações da política inglesa contra:
a) o protecionismo alfandegário e o tráfico de escravos;
b) a posição do governo brasileiro nas Questões Platinas;
c) a adoção do regime parlamentarista pelo governo imperial;
d) a instabilidade política do Brasil durante o Segundo Reinado;
e) o militarismo agressivo do governo brasileiro em relação a seus vizinhos sul-americanos.

14. A chamada “Guerra da Tríplice Aliança” (1864-70) visava conter, na região do Prata e no Centro-Sul da América, o modelo de organização político-econômica representado por:
a) Justo José de Urquiza;
b) Francisco Solano López;
c) Juan Manuel Ortiz de Rosas;
d) Venâncio Flores;
e) Manuel Oribe.

15. Durante o período regencial, várias revoltas, ocorridas nas províncias, agitaram a vida política do país. O Segundo Reinado, no entanto, vai assistir, em 1848, à última rebelião provincial. Todas as alternativas apresentam medidas políticas adotadas a partir de 1840, com vistas à centralização política e ao restabelecimento da autoridade do Imperador, EXCETO:
a) a antecipação da Maioridade de D. Pedro II e o restabelecimento do Conselho de Estado;
b) a extinção da Guarda Nacional, que eliminou a competição com o Exército e o encarregou da ordem local e nacional;
c) a modificação do Código do Processo Criminal, que retornou o poder judiciário para o governo central;
d) a retirada de atribuições políticas dos poderes provinciais pelo Ato Adicional.

16. Observe a charge.
Fonte. FERNANDES, Millôr - Jornal do Brasil,15/05/85
A interpretação correta dessa charge é:
a) a Lei Áurea aboliu a escravidão, mas manteve a discriminação social expressa no mercado de trabalho;
b) A Lei Áurea foi acompanhada de uma ampla reforma urbana e das posturas arquitetônicas;
c) a Princesa Isabel, preocupada com a situação dos empregados domésticos, assinou a Lei Áurea;
d) o maior problema da abolição da escravatura foi a ausência de habitações individuais para os escravos;
e) o surgimento do trabalho doméstico no Brasil coincide com a promulgação da Lei Áurea.

17. Há mais de um século, teve início no Brasil um processo de industrialização e crescimento urbano acelerado. Podemos identificar, como condições que favorecem essas transformações:
a) a crise provocada pelo fim do tráfico de escravos, que deu início à política de imigração e liberou capitais internacionais para a instalação de indústrias;
b) os lucros auferidos com a produção e a comercialização do café, que deram origem ao capital para a instalação de indústrias e importação de mão-de-obra estrangeira;
c) a crise da economia açucareira do nordeste que propiciou um intenso êxodo rural e a consequente aplicação de capitais no setor fabril em outras regiões brasileiras;
d) os capitais oriundos da exportação da borracha amazônica e da introdução de mão-de-obra assalariada nas áreas agrícolas cafeeiras;
e) a crise da economia agrícola cafeeira, com a abolição da escravatura, ocasionando a aplicação de capitais estrangeiros na produção fabril.

18. Nas últimas décadas do século XIX, o Império Brasileiro assistiu a um gradual escoamento de suas divisas, que expressava o aprofundamento das desigualdades entre países exportadores de manufaturados e capitais e países exportadores de matérias-primas e alimentos. No quadro adiante aparecem alguns produtos e regiões brasileiras que mais fortemente sofreram o impacto das transformações do mercado mundial naquele período. Assinale a opção que combina corretamente regiões e produtos.

19. A economia brasileira da primeira metade do século XIX reagiu frente ao avanço do capitalismo através:
a) da aceleração do processo industrial visando a maior integração ao mercado mundial;
b) do rompimento com o domínio britânico mediante o cancelamento dos tratados comerciais;
c) da manutenção das estruturas agrárias, firmando-se o Brasil como país agroexportador;
d) do desenvolvimento do mercado interno com a mudança do eixo-econômico para o sudeste do país;
e) do emprego em massa do trabalho livre, visando à maior produtividade agrícola.

20. A partir de 1870, a Campanha Abolicionista ganhou força nacional, mas ainda encontrava alguns obstáculos, tais como:
a) a necessidade de mecanização da agricultura nordestina, principalmente de cana-de-açúcar, base das exportações;
b) a indefinição dos programas dos partidos políticos, tanto liberais quanto conservadores;
c) .a noção de escravo como um bem, o que exigia a indenização para os proprietários de escravos;
d) a reação do proletariado urbano pelo temor da concorrência no mercado de trabalho;
e) a falta de apoio de alguns setores sociais, como o intelectual e o artístico.

21. Em 1854 os fazendeiros de Vassouras realizaram uma reunião para discutir as medidas a serem adotadas para combater e prevenir a ocorrência de insurreições de escravos. Por isso, nas instruções que redigiram, propunham:
“(...) os fazendeiros (...) devem permitir e mesmo promover divertimentos entre os escravos. (...) Os africanos, em geral, são apaixonadíssimos de certos divertimentos: impedir-lhes é reduzi-los ao desprezo, o mais perigoso dos conselheiros. Quem se diverte não conspira. (...) Permitir que os escravos tenham roças e se liguem ao solo pelo amor da propriedade. O escravo que possui nem foge nem faz desordem: '
Tais argumentos permitem concluir
a) Os proprietários de terras e escravos estavam convencidos, a essa altura, de que já não bastavam os tradicionais mecanismos de repressão para controlar a população escrava;
b) A concessão de certas liberdades e direitos aos escravos representava um perigo para a ordem estabelecida, visto que os cativos se sentiam estimulados a ampliar suas reivindicações;
c) O reconhecimento legal do direito à propriedade do solo tomava-se fundamental, no sentido de possibilitar a efetiva integração do negro à economia e à condição de liberto;
d) As autoridades governamentais deviam indenizar os fazendeiros pela transferência de parte de suas terras aos escravos, mesmo que esses continuassem a trabalhar para seus antigos donos;
e) As danças e cantos dos escravos, marcados pelo som mágico dos atabaques, não deviam ser tolerados pelos proprietários, pois representavam rebeldia e insubmissão aos padrões da cultura dominante.

22. “Gradativamente, a produção (de café) concentrada no Vale do Paraíba entrou em decadência. Antes da Proclamação da República, o chamado Oeste Paulista superara a região do Vale do grande centro produtor” Fonte: Boris Fausto - “Pequenos ensaios de história da República” - 1889/1945
Quais os itens abaixo concorreram para esse deslocamento?
1 - O desenvolvimento de um adequado sistema de transportes.
2 - A excepcional expansão do mercado interno no Oeste Paulista.
3 - As condições geográficas do Oeste Paulista superiores às do Vale do Paraíba.
4 - A inexistência da mão-de-obra escrava no Oeste Paulista.
5 - A presença da pequena propriedade como célula básica da agro exportação.
a) apenas 1 e 4
b) apenas 3 e 5
c) apenas 4 e 2
d) apenas 2 e 5
e) apenas 1 e 3

23. Todos os fatos são indicadores da presença do capital inglês na economia do Brasil-Império, EXCETO:
a) o monopólio inglês do comércio do café;
b) o controle quase total da rede ferroviária brasileira pela Inglaterra;
c) a supremacia dos empréstimos ingleses ao governo brasileiro;
d) a predominância inglesa no transporte das importações e exportações brasileiras;
e) a presença significativa de filiais de bancos ingleses no Brasil.

24. Por volta de 1850 introduziu-se na lavoura cafeeira o trabalho sob “sistema de parceria”. A iniciativa, pioneira nesse sentido, coube ao Senador Campos Vergueiro, que mandou vir famílias de colonos europeus para a sua fazenda em Ibicaba, no Estado de São Paulo. Essa iniciativa, assim como o próprio sistema de parceria, fracassou. Assinale entre as alternativas a seguir uma das razões que explicam esse fracasso:
a) os colonos imigrantes não se adaptaram ao trabalho nas lavouras de café, devido ao seu alto nível técnico;
b) a impossibilidade de convivência, em uma mesma fazenda, de colonos imigrantes com escravos negros, tornou o sistema impraticável;
c) os colonos imigrantes não se adaptaram às novas condições de vida e de clima no Brasil, preferindo retornar ao seu país de origem;
d) não era de interesse do governo imperial incentivar a vinda de imigrantes para o trabalho sob sistema de parceria, devido ao alto custo de sua viagem;
e) os colonos imigrantes foram forçados a se sujeitar a um regime de semiescravidão, devido às condições contratuais firmadas com os fazendeiros.

25. Fazendo um balanço econômico do Segundo Reinado, podemos afirmar que ele foi um período no qual:
a) algumas atividades ganharam importância, como a criação do gado no Rio Grande do Sul e as lavouras de açúcar no Nordeste;
b) o Brasil deixou de ser um país essencialmente agrário, ingressando na era da industrialização;
c) a Amazônia passou a ter um grande destaque com o “boom”, desde 1830, da produção da borracha;
d) ocorreram grandes transformações econômicas com as quais o centro-sul ganhou projeção em detrimento do nordeste;
e) as diversas regiões brasileiras tiveram um crescimento econômico bastante, uniforme e progressivamente integrado.

26. Com a proibição do tráfico negreiro para o Brasil (04 de setembro de 1850), ficou extinta uma das formas mais importantes de renovação da mão-de-obra escrava. No caso brasileiro, as outras possibilidades para remanejamento da mão-de-obra eram:
1 - substituição da mão-de-obra escrava por trabalhadores livres;
2 - ênfase na política de imigração europeia;
3 - assalariar imediatamente os escravos;
4 - transferência da maior parte da mão-de-obra escrava do Nordeste para o Sul;
5 - introdução obrigatória de caboclos na agricultura.
a) as opções 1 , 4 e 5 estão corretas;
b) as opções 3, 4 e 5 estão corretas;
c) as opções 1 , 2 e 4 estão corretas;
d) somente as opções 2 e 4 estão corretas;
e) as opções 2, 3 e 4 estão corretas.

27. De 1890 a 1920 entraram no Brasil 3.642.382 imigrantes, dos quais 1,3 milhão eram italianos, 1 milhão eram portugueses, 510 mil eram espanhóis e 25 mil eram poloneses. Compunham, ao todo, mais de 10% da população brasileira. Além desses, chegaram alemães, norte-americanos, turcos, libaneses, japoneses. Eles formavam a enorme massa de trabalhadores no campo e nas fábricas (que já somavam 275.514). Nessa babel brasileira, desencadeou-se uma luta incansável dos operários pela justiça social, em que se percebe, EXCETO:
a) a necessidade de melhoria das condições de trabalho e de habitação, que eram desumanas;
b) o descontentamento com a situação das mulheres, principalmente na indústria têxtil, onde elas representavam 50% da força de trabalho, mas ganhavam menos que os homens;
c) a presença de crianças menores de 14 anos trabalhando nas fábricas e sofrendo castigos físicos dos patrões
d) a violenta repressão policial contra as manifestações de protesto e as greves dos operários por melhores condições de trabalho e de salário;
e) a primeira vitória dos operários com a aprovação da Lei Adolfo Gordo, protegendo os imigrantes que trabalhavam nas fábricas e permitindo a sua participação na direção de sindicatos.

28. O crescimento, a partir da segunda metade do século XIX, da produção de café com vistas ao fornecimento para o mercado internacional, provocou transformações sociais bastante evidentes na região Centro-Sul do Brasil, pois:
1 - criou um mercado de trabalho livre, composto sobretudo por elementos que emigram do sul da Itália e outros países da Europa, em substituição ao trabalho escravo que já não era capaz de corresponder às expectativas de lucro da burguesia cafeeira;
2 - estimulou o desdobramento das atividades de comercialização e a produção industrial de bens de consumo para satisfação de necessidades locais, o que veio a acelerar a divisão social do trabalho;
3 - criou determinadas funções burocráticas e administrativas referidas às práticas de exportação do café, práticas essas responsáveis pelo aparecimento das classes médias urbanas;
4 - estimulou o processo de industrialização gerando a especialização de determinados elementos na condução de suas empresas, totalmente destacados da principal atividade econômica do momento, isto é, da produção do café;
5 - produziu um fenômeno traduzido pela gradativa marginalização de ex-escravos e posseiros expulsos da terra que ocupavam e que vieram a engrossar as fileiras do
banditismo nas cidades.
a) 1 e 2;
b) 4 e 5;
c) 2 e 3
d) 1 e 5

29. No século XIX, a imigração europeia para o Brasil foi um processo ligado.
a) a uma política oficial e deliberada de povoamento, desejosa de fixar contingentes brancos em áreas estratégicas e atender grupos de proprietários na obtenção de mão-de-obra;
b) a uma política organizada pelos abolicionistas para substituir paulatinamente a mão-de-obra escrava das regiões cafeeiras e evitar a escravização em novas áreas de povoamento no sul do país;
c) às políticas militares, estabelecidas desde D. João VI, para a ocupação das fronteiras do sul e para a constituição de propriedades de criação de gado destinadas à exportação de charque;
d) à política do partido liberal para atrair novos grupos europeus para as áreas agrícolas e implantar um meio alternativo de produção, baseado em minifúndios;
e) à política oficial de povoamento baseada nos contratos de parceria como forma de estabelecer mão-de-obra assalariada nas áreas de agricultura de subsistência e de exportação.

30. Em meados do século XIX, ocorreu no Brasil um surto de crescimento das atividades econômicas urbanas, caracterizado pela criação de indústrias, bancos, ferrovias, casas comerciais. Pode-se afirmar que este acontecimento foi:
I -favorecido pela disponibilidade de capitais, existente no país desde a extinção do tráfico negreiro;
II -incentivado pela Lei de Terras de 1850, que instituiu o regime de sesmarias no Brasil;
III - liderado pela figura de Irineu Evangelista de Sousa, Barão e Visconde de Mauá;
IV - apoiado por medidas de incentivo do governo imperial, como a Tarifa Alves Branco.
a) apenas as proposições II e III são corretas;
b) apenas as proposições II e IV são corretas;
c) apenas as proposições I, II e III são corretas;
d) apenas as proposições I, III e IV são corretas;
e) todas as proposições são corretas.

31. Nas atas dos debates parlamentares e nos jornais brasileiros da década que termina em 1850, encontram-se muitas referências, positivas ou negativas, à Inglaterra. Estas últimas, em geral, devem-se à irritação provocada em setores da sociedade brasileira por pressões exercidas pelo governo inglês para:
a) diminuir gradativamente a utilização de escravos na agricultura de exportação;
b) dar ao protestantismo o mesmo status de religião oficial que tinha o catolicismo;
c) impedir o julgamento por tribunais brasileiros de um oficial inglês que assassinou um cidadão brasileiro;
d) a extinção do tráfico de escravos, tendo seus objetivos sido alcançados em 1850;
e) subordinar a política externa brasileira a interesses ingleses na África e na Ásia.

32. Em meados do Século XIX, quando o trabalho escravo ainda estavam em evidência no Brasil, começaram a ocorrer as primeiras tentativas de utilização do imigrante como mão-de-obra assalariada. As afirmativas abaixo se referem ao trabalho do imigrante no Brasil até fins do século XIX, EXCETO:
a) O Sistema de Parceria, adotado pelo Senador Vergueiro em sua fazenda, acabou fracassando, pois os parceiros recebiam um péssimo tratamento e não conseguiam pagar as dívidas contraídas com as despesas de viagem e com a compra de produtos no armazém do fazendeiro;
b) A rebelião de imigrantes suíços na fazenda de Ibicaba, em 1866, teve grande repercussão na Europa, levando o governo da Prússia a proibir a emigração de seus súditos para o Brasil;
c) A Revolta dos Muckers em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, tem relação com a adoção de práticas contrárias aos valores e à ordem estabelecidos, sendo muitos de seus membros julgados e condenados pelos tribunais do império ou executados pela população local;
d) Os imigrantes italianos utilizados nas fazendas de café do Vale do Paraíba, entre 1860 a 1880, transformaram-se nos maiores produtores e exportadores de café, adquirindo grandes propriedades dos paulistas e a mão-de-obra escrava excedente;
e) A imigração subvencionada, de iniciativa do governo imperial, trouxe grandes progressos, porque ela possibilitava ao trabalhador imigrante, na condição de colono, receber um salário e produzir para o seu consumo e de seus familiares.

33. 'Todas as alternativas apresentam leis que constituem medidas decisivas no encaminhamento da questão escravocrata no Brasil, EXCETO:
a) A Lei Alves Branco, que garantiu a indenização pleiteada pelos senhores de escravos em 1889;
b) A Lei Áurea, que emancipou de forma definitiva a população escrava em 1 888;
c) A Lei Eusébio de Queiroz, que aboliu definitivamente o tráfico negreiro em 1850;
d) A Lei do Ventre Livre, que concedeu liberdade para os negros nascidos a partir de 1871;
e) A Lei dos Sexagenários, que trouxe a liberdade para os negros com mais de 60 anos.

34. Pode-se afirmar que, durante o processo de emancipação política, a vinculação externa do Brasil com o capitalismo industrial foi muito mais simples, mais direta e menos sangrenta do que a da América Espanhola, na medida em que:
a) a Inglaterra viu frustrado o seu propósito de manutenção da integridade territorial da América Espanhola.
b) a América Portuguesa já apresentava uma economia de exportação consolidada.
c) a Inglaterra reduziu os investimentos e o controle dos circuitos comerciais na América Espanhola.
d) a América Espanhola foi incapaz de desenvolver setores produtivos para o mercado mundial.
e) Portugal constituía-se em uma dependência comercial e financeira da Inglaterra.

35.·Nos processos de emancipação política do Brasil e de constituição do Estado Nacional, as afirmativas seguintes são verdadeiras, com EXCEÇÃO de:
a) As conjurações coloniais expressam, no final do século XVIII, tanto a penetração das ideias liberais no Brasil quanto a diversificação ocorrida na sociedade colonial. É na convergência desses processos que surgem os interesses que não mais suportam os entraves do sistema colonial.
b) Para os proprietários de terra e de escravos, a abdicação de D. Pedro I, em 1831, assumiu importância porque colocava em suas mãos, pela primeira vez, o governo imperial. Eles poderiam, desde então, organizar o novo país e resistir às pressões inglesas para a extinção do tráfico negreiro.
c) Uma Monarquia constitucional, bipartidária, parlamentarista e com um poder Executivo forte foi a fórmula política encontrada pelos estadistas imperiais para preservar a ordem interna e manter inalterada a estrutura econômica de tipo colonial.
d) A Revolução Farroupilha expressava o descontentamento dos criadores e charqueadores sulinos com as medidas do governo central, e a Revolta Praieira demonstrava o descontentamento da nascente classe média urbana do Recife, impregnada pelas ideias do Socialismo Científico.

36. Leia atentamente as seguintes afirmativas:
I - O sistema eleitoral adotado no Império brasileiro estabelecia o voto censitário e a eleição indireta.
II - O reconhecimento da nossa independência foi obtido com o apoio da Inglaterra devido ao seu interesse no mercado brasileiro.
III -Como característica da economia do Primeiro Reinado, temos o incentivo ao setor financeiro, expresso pela criação do Banco do Brasil.
Assinale:
a) Se forem verdadeiras as afirmativas I, II e III.
b) Se forem verdadeiras apenas as afirmativas I e II.
c) Se forem verdadeiras apenas as afirmativas I e III.
d) Se forem verdadeiras apenas as afirmativas II e III.
e) Se somente a afirmativa III for verdadeira.

37. Uma evidência de que nem sempre são as Constituições que determinam o regime de um Estado é o caso do próprio Brasil que com uma mesma Constituição viveu governo forte, pessoal, tempestivo e o governo moderado, sensato, liberal.
A constituição a que se refere o texto foi a:
a) Constituição de 1934.
b) Constituição do Novo Estado.
c) Constituição do Império.
d) Constituição do Pós-Guerra.
e) Constituição de 1967.

38. A Confederação do Equador ( Pernambuco - 1824) foi
1 - um movimento de cunho absolutista, liderado pelos senhores de engenho, cujo objetivo era apoiar a política autoritária de D. Pedro I.
2 - prolongamento da Revolução de 1817, rejeitando o autoritarismo de D. Pedro I e a carta outorgada, de 1824.
3 - um movimento Liberal, anti-absolutista, inspirado no processo revolucionário da América Espanhola.
4 - um movimento separatista, apoiado pelo “partido Português”, que exigia a volta do Brasil à condição de Reino Unido de Portugal e Algarves.
5 - um movimento republicano, com a participação hegemônica “socialistas utópicos”.
As alternativas CORRETAS são:
a) 2 e 3
b) 1 e 4
c) 3 e 5
d) 2 e 5
e) 3 e 4

39. A independência brasileira não foi um movimento pacífico nem uma “separação amigável” com Portugal. Durante os meses de 1822 a 1823, muitas lutas sangrentas entre portugueses e brasileiros ocorreram em várias províncias brasileiras. Pacificado o país, tornou-se possível conseguir o reconhecimento de nossa independência por parte das potências estrangeiras. É INCORRETO afirmar sobre o reconhecimento externo da nossa independência:
a) As jovens repúblicas da América Latina recém independentes se recusavam a aceitar, de imediato, a nossa independência, pois não apoiavam a forma monárquica aqui adotada.
b) A Inglaterra aproveitou-se do fato de ter sido a mediadora nas negociações pelo reconhecimento de nossa independência para obter vantagens comerciais e políticas.
c) Portugal, em 1825, assinou o acordo de reconhecimento, mediante concessões feitas pelo Brasil, pagando dois milhões de libras como indenização pela perda de sua antiga colônia.
d) Os Estados Unidos foram o primeiro país a reconhecer oficialmente a nossa independência, devido à formulação da Doutrina Monroe.
e) Na Europa, após a queda de Napoleão, formou-se a Santa Aliança, um acordo entre alguns países europeus que tinham como meta o reconhecimento da independência das ex-colônias.

40. A Constituição de 1824 tinha como uma de suas principais características:
a) a ausência de uma definição sobre a religião oficial do Império.
b) a definição clássica dos Poderes segundo Montesquieu.
c) o fortalecimento do Poder Central personificado no Imperador.
d) na escolha dos delegados á Assembleia Geral pelo Imperador.
e) a competência exclusiva das Câmaras para a proposição de leis.

41. Em 25 de março de 1824 foi outorgada a primeira Constituição Brasileira, cujas principais características eram, com EXCEÇÃO de:
a) O Poder Legislativo era exercido por uma Assembleia Geral, dividida em Câmara dos Deputados e o Senado.
b) A criação de quatro poderes: Executivo, Legislativo e Moderador.
c) A criação de um conselho de Estado, de assessoramento do Poder Moderador, cujos membros eram vitalícios.
d) O sistema eleitoral era um dois graus e censitário.
e) O fortalecimento do poder executivo e a indissolubilidade da Câmara dos Deputados.

42. O episódio conhecido como “A Noite das Garrafadas” está relacionado com
a) a maioridade legal de D. Pedro II.
b) as lutas republicanas e federalistas do período regencial.
c) a Revolução Constitucionalista do Porto.
d) o retorno de D. João VI a Portugal.
e) a abdicação de D. Pedro I.

43. É ocorrência do Primeiro Reinado, quanto à política externa brasileira, a
a) Campanha contra Aguirre.
b) Campanha contra Rosas.
c) Guerra Cisplatina.
d) Guerra Cisplatina
e) Questão Christie.

44. A Constituição de 1824 - primeira Constituição brasileira - teve como uma de suas características o
a) presidencialismo
b) republicanismo.
c) federalismo.
d) unitarismo.
e) autonomismo.

45. São dispositivos da Constituição de 1824, outorgada pelo Imperador Pedro I, EXCETO:
a) Descentralização administrativa, com poderes provinciais autônomos.
b) Senado vitalício escolhido em lista tríplice.
c) O catolicismo como religião oficial, com a Igreja submetida ao Estado.
d) Eleição indireta e censitária em dois graus - eleitores de paróquias e eleitores de províncias - de acordo com os níveis de renda.
e) Existência de quatro poderes: Executivo, Legislativo, Judiciário e Moderador.

46. Na formação do Estado Nacional brasileiro, após 1822, as dificuldades e problemas econômico-financeiros são resultantes
a) da fraqueza da economia colonial sempre subordinada às flutuações do mercado interno.
b) da introdução das grandes companhias de comércio e navegação.
c) dos déficits orçamentários das províncias a serem cobertos pelo governo central.
d) do aumento exagerado das importações a partir de 1808, ultrapassando a capacidade produtiva do país.
e) da descentralização excessiva proporcionada pela legislação imperial.

47. Do ponto de vista político, podemos considerar o Primeiro Reinado como
a) um período de consolidação do Estado Nacional em que o Imperador, apoiado pela burguesia agrária, implantou modernas instituições políticas no Brasil.
b) um período de transição em que grupos sociais progressistas ligados à, burguesia agrária conservavam-se no poder.
c) um período de perfeito equilíbrio entre as forças sociais politicamente dominantes: Imperador, burguesia mercantil e burguesia agrária.
d) um período de transição em que a reação portuguesa, apoiada no absolutismo precário do Imperador, se conservava no poder.
e) um período de transição em que as forças progressistas, apoiadas por D. Pedro I, esmagaram todos os resquícios da reação portuguesa.

48. A grave situação econômico-financeira no Brasil na primeira metade do século XIX, momento em que se realizava sua independência política, resultou de fatores diversos, dentre os quais podemos apontar:
a) a tarifa preferencial de 15% concedida à Inglaterra pelo Tratado de 1810 e só suprimida em 1844.
b) os altos gastos do primeiro Imperador com a Guerra da Cisplatina.
c) uma sensível baixa de preços e retração da exportação dos nossos principais produtos agrícolas (açúcar, algodão e tabaco).
d) o crescimento acentuado do volume das importações e realização de vultosos empréstimos no exterior a fim de pagar o custo das mesmas.
e) o conjunto dos fatos acima anunciados.

49. Em 1823, D. Pedro I dissolveu a Assembleia Constituinte. Constava do projeto inacabado de Constituição, elaborada pelos deputados que representavam as camadas rurais brasileiras:
a) uma seleção elitista do voto e a manutenção do trabalho escravo.
b) ampla liberdade de comércio, remoção das barreiras econômicas.
c) fortificação do poder legislativo em detrimento do poder do Imperador.
d) rigorosa restrição aos portugueses.
e) todas as alternativas corretas.

50. A especificidade do processo de emancipação política do Brasil no quadro latino-americano é dada pela
a) situação marginal de Portugal em relação ao avanço do capitalismo europeu, colocando-o na contingência de defender, em pleno século XIX, o sistema colonial tradicional.
b) avidez da Inglaterra em alargar as fronteiras de seus mercados consumidores apresentando ao Brasil simpatia e apoio político ao movimento de independência.
c) montagem de um sistema de monopólio e privilégios que regulava as relações entre Colônias e Metrópole, condenando à crise quando da preponderância do capital industrial sobre o comercial.
d) contradição da política metropolitana que retomou em 1820, pressionada pela burguesia mercantil, os princípios do colonialismo tradicional em relação ao Brasil.
e) tradição da colônia brasileira, que remontava a fins do século XVIII, de veiculação dos princípios básicos do pensamento ilustrado entre a elite intelectual.

51. A emancipação política do Brasil, formalmente ocorrida em 7/9/1822, remonta à
a) aliança entre os “brasileiros” e D. Pedro contra a política colonialista portuguesa.
b) franquia do comércio, instituída a partir do Tratado de Abertura dos Portos.
c) revolta em Portugal, conhecida por Revolução Liberal do Porto.
d) segunda metade do século XVIII, com as crises que abalam o antigo regime.
e) transferência do Estado Português para o Brasil, com o rompimento dos laços coloniais.

52. São causas da abdicação de D. Pedro I (1831), EXCETO:
a) Questão da sucessão do trono português.
b) Enraizamento da crise econômico-financeira.
c) Demissão dos “Ministérios dos Marqueses”.
d) Campanha de oposição feita pela imprensa.
e) Assassinato do jornalista Líbero Badaró.

53. A “política regressista” desenvolvida pelos conservadores no período de 1837/1844 visava
a) ampliar as medidas descentralizadas do Ato Adicional de 1834.
b) promover a maioridade antecipada de Pedro II para deter o avanço liberal.
c) reformular a Constituição de 1824 para extinguir o conselho de Estado.
d) assegurar o controle do poder central sobre as forças locais.
e) transformar a Regência Trina Permanente em Regência Una de caráter eletivo.

54. 1) Fatores externos (Europa): Inovações tecnológicas; transformações na agricultura; êxodo rural.
2) Fatores internos: Expansão do processo abolicionista.
A conjugação destes fatores externos e internos permitiu ao Brasil no período de 1850-1888
a) mecanizar a lavoura cafeeira e dispensar a utilização de mão-de-obra numerosa.
b) realizar a transição do trabalho escravo para o trabalho livre, utilizando mão-de-obra europeia.
c) substituir o escravo pelo imigrante europeu como mão-de-obra da cafeicultura.
d) iniciar a expansão da cafeicultura no oeste paulista independente da mão-de-obra escrava.
e) acelerar a cafeicultura no Vale do Paraíba com a introdução de mão-de-obra do imigrante europeu.

55. A hegemonia da classe senhorial no poder, no Segundo Reinado, se estabelece com
a) vitória do grupo conservador, com aprovação de medidas de caráter centralizador.
b) sustentação do poder local, garantia do cumprimento das decisões imperiais.
c) manutenção do poder da guarda nacional, enquanto instrumento de pressão da aristocracia rural.
d) instituição do sistema parlamentar, fortalecendo a Assembleia Geral como centro decisório.
e) fortalecimento das Assembleias Legislativas Provinciais e sua vinculação ao poder central.

56. NÃO é considerada consequência da Guerra do Paraguai:
a) O fortalecimento da campanha abolicionista.
b) A disseminação republicana do exército.
c) A ruína total da economia paraguaia.
d) Graves perdas materiais humanas.
e) A instituição das Ordens do Cruzeiro e da Rosa.

57. Pode-se afirmar que a ideia de República no Brasil
a) decorreu do movimento de cisão do Partido Liberal em 1870.
b) emergiu nas últimas décadas do período colonial, como atesta a Inconfidência Mineira.
c) frutificou a partir do intenso movimento imigratório para o Brasil, na segunda metade do século XIX.
d) surgiu na primeira metade do século XIX, seguindo o exemplo da América Hispânica.
e) teve ampla aceitação desde o período da Restauração Portuguesa em 1640.

58. Durante o período monárquico brasileiro, adotou-se o parlamentarismo. Alguns historiadores apelidaram-no de “parlamentarismo às avessas”. Isto se deve ao fato de que
a) os ministros de estado deveriam prestar contas de seus atos ao Imperador e não à Assembleia.
b) os ministros eram todos escolhidos pelo Imperador e não pela Assembleia.
c) os ministros tinham prazo determinado para permanecerem no poder, mesmo fazendo bom governo.
d) o exercício do ministério estava limitado a um plano de ação que lhe era imposto pela Assembleia.
e) toda composição ministerial era apenas indicada pelo imperador, mas deveria ser aprovada pela Assembleia.

59. É consequência da guerra do Paraguai
a) a expansão territorial do Brasil.
b) a conscientização da classe militar.
c) a decadência dos ideais republicanos.
d) o enfraquecimento da campanha abolicionista.
e) o grande desenvolvimento da indústria nacional.

60. Tendo em vista a economia do Segundo Reinado brasileiro (1840-89), leia, com atenção, as afirmativas abaixo:
I - A partir da década de 1860 e 1870, o café produzido, no oeste novo paulista, praticamente passou a sustentar a economia nacional.
II - O crescimento do setor cafeeiro, após 1850, foi acompanhado da criação e ampliação de instituições financeiras.
III - Os cafeicultores exigiram a abertura de estradas de ferro, a fim de garantir o escoamento mais barato e rápido do café para o porto de Santos.
Assinale:
a) Se apenas as afirmativas I e II forem corretas.
b) Se apenas as afirmativas I e III forem corretas.
c) Se apenas as afirmativas II e III forem corretas.
d) Se todas as afirmativas forem corretas.
e) Se todas as afirmativas forem falsas.

61. A partir de meados do século XIX, são numerosos e importantes os empreendimentos do Barão de Mauá. Em pouco tempo, ele tornou-se a personalidade mais marcante do meio financeiro das realizações industriais do Brasil. O surgimento da “Era Mauá” decorre da
a) emancipação do império brasileiro da tutela econômica britânica.
b) disponibilidade de capitais após a extinção do tráfico de escravos no Brasil.
c) manutenção da estrutura econômica, dominada por interesses agrários e escravistas.
d) política de restrições à entrada de capitais estrangeiros no país.
e) presença no Segundo Reinado de uma vigorosa burguesia industrial que se opôs ao latifúndio.

62. A tabela descreve o preço médio do escravo no período 1843/1887:

O preço médio do escravo apresenta
a) sua menor oscilação no início da cultura cafeeira de exportação no Brasil.
b) oscilações mínimas com a abolição do tráfico negreiro.
c) grandes oscilações enquanto mão-de-obra da área de cultura do café do Vale do Paraíba.
d) oscilações mínimas com a introdução do trabalho assalariado nas plantações de café.
e) grandes oscilações com o desenvolvimento da área cafeeira do oeste paulista.
Paulinho
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